O levantamento geológico de um local é um conjunto complexo de estudos que avaliam as propriedades do solo e as condições hidrogeológicas da área. Os resultados do levantamento servem de base para o projeto, ajudando a evitar erros que poderiam levar à deformação ou falha da estrutura. A análise inclui o estudo da composição do solo, da profundidade do lençol freático e da atividade sísmica. Esses dados permitem prever o comportamento do solo sob carga e desenvolver soluções de engenharia para uma construção segura.
Em que casos é necessário um estudo geológico do local?
Um canteiro de obras não é apenas uma superfície plana, mas um sistema complexo com características únicas. Ignorar esse fato leva a rachaduras nas paredes, portas deformadas e alagamentos nas fundações. Levantamentos topográficos são solicitados não apenas antes da construção de novos edifícios, mas também durante a reforma de estruturas antigas, quando as cargas do solo aumentam.
A geologia identifica riscos associados a depressões cársticas, deslizamentos de terra e níveis elevados de água subterrânea. Sem dados precisos, é impossível prever o comportamento do solo sob pressão estrutural. Por exemplo, solos argilosos são propensos ao congelamento e descongelamento do solo, enquanto solos arenosos são propensos à subsidência.
A que objetos isso se aplica?
A escala da estrutura não importa — até mesmo um gazebo leve requer análise do solo. Levantamentos são realizados para complexos residenciais de vários andares, centros logísticos, pontes e túneis. Incorporadoras privadas frequentemente negligenciam esses levantamentos, mas isso é um erro. Escolher a fundação errada para uma casa de campo pode resultar em reparos em apenas 2 a 3 anos.
A localização também influencia a complexidade da obra. Em áreas pantanosas ou em encostas, as soluções padrão não são adequadas. Estruturas lineares como gasodutos, rodovias e linhas de energia são um caso especial. Nesses casos, é importante considerar as variações do terreno ao longo de todo o trajeto.
Etapas
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O processo começa com uma análise de dados de arquivo. Geólogos estudam relatórios sobre sítios adjacentes, mapas e históricos de terremotos ou inundações. Isso reduz o tempo necessário para o trabalho de campo, mas não o substitui.
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Em seguida, vem a perfuração. O número de furos depende da área de desenvolvimento e da complexidade do terreno. A profundidade varia de 5 a 30 metros — o suficiente para atingir estratos estáveis. Amostras de solo são enviadas a um laboratório, onde são determinados o teor de umidade, a densidade e a agressividade química.
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A etapa final é o trabalho de escritório. Os engenheiros preparam um relatório com recomendações sobre o tipo de fundação, sistema de drenagem e a necessidade de compactação do solo. Este relatório é aprovado pelas organizações responsáveis pelo projeto e passa a fazer parte da documentação técnica.
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O estudo geológico do local não é uma formalidade, mas sim um investimento na longevidade de uma edificação. O custo dos levantamentos raramente ultrapassa 1 a 2% do orçamento da construção, mas evita os custos de remediação em situações de emergência.
