O tomate é uma das culturas mais exigentes da horta, principalmente no que diz respeito aos cuidados, à composição do solo e aos fertilizantes. Excesso de fertilizante ou falta de nutrientes podem levar até mesmo à interrupção da produção de frutos em plantas adultas, enquanto as mudas morrem no pé. É preciso ter muito cuidado, aplicando todos os nutrientes com precisão e no momento certo.
Os perigos da superalimentação
Os tomates ficam sobrealimentados quando são fertilizados em excesso com fertilizantes orgânicos ou minerais. Plantas saturadas com um elemento têm dificuldade em absorver outros fertilizantes. Os resultados são semelhantes à hipervitaminose em humanos — o micronutriente não utilizado se transforma em toxina, destruindo botões e ramos frutíferos.
Bem, se você não conseguir evitar a superalimentação, terá que agir de acordo com a situação.
- O excesso de nitrogênio é um problema comum para tomates cultivados em estufas com solo saturado de matéria orgânica. Nessas condições, os tomates maduros começam a "engordar", ganhando massa verde e transformando a estufa em um emaranhado tropical de plantas de tomate — sem um único fruto. As mudas com excesso de nitrogênio crescem a um ritmo insatisfatório, mas não se iluda: elas não produzirão frutos.
- Por outro lado, se houver fósforo em excesso, as folhas começarão a murchar e cair, ficando manchadas. A planta terá dificuldade em absorver cálcio e os íons de cobre e zinco necessários para o crescimento.

- O excesso de potássio prejudica o crescimento das mudas tão eficazmente quanto alguns herbicidas. As folhas ficam cobertas de manchas claras. O potássio sufoca todos os outros micronutrientes, fazendo com que as mudas murchem e não se desenvolvam adequadamente.
Nesses três casos, a única maneira de corrigir a situação é replantar as plantas em solo limpo e evitar o uso de fertilizantes minerais "de uso geral". Novamente, prevenir é melhor que remediar: fertilize os tomates apenas quando necessário, sem se preocupar com "e se eles não crescerem?". Com qualquer fertilizante, as mudas precisam de metade da dose do ingrediente ativo necessária para uma planta adulta.
Fertilizantes mais exóticos, quando usados em excesso, produzem um efeito igualmente prejudicial à colheita:
- O boro faz com que as folhas amarelem e se enrolem para cima. Regar e borrifar água nas mudas com frequência pode ajudar a prevenir isso (ou corrigir o problema, caso já tenham sido fertilizadas em excesso).
- O manganês, mais frequentemente usado para matar pragas em plantas do que como fertilizante, pode queimar folhas e raízes. Marcas vermelhas e esbranquiçadas aparecem nas plantas. As nervuras contaminadas com manganês ficam vermelhas e morrem. Portanto, para combater pragas, é melhor usar medicamentos e substâncias mais suaves que reduzam o risco de choque por herbicida.
- Uma overdose de zinco, assim como a de manganês, é irreversivelmente prejudicial às plantas. As nervuras, e posteriormente as folhas inteiras, adquirem uma tonalidade roxa suja ou vermelho-acastanhada, e as mudas ficam atrofiadas e morrem.
- O excesso de magnésio e cálcio impede que os tomates desenvolvam sequer a massa verde mínima necessária. As folhas ficam deformadas, retorcidas e assumem formas assimétricas e até bizarras, enquanto os ramos começam a morrer e a planta inteira acaba morrendo.
- O molibdênio não tem um efeito perceptível nas mudas, mesmo estando presente em quantidades muito maiores no fertilizante. No entanto, quem consumir esses tomates posteriormente sentirá os efeitos: em humanos, a overdose de molibdênio causa uma variedade de sintomas interessantes, desde perda repentina de peso e anemia até taquicardia e gota.
As plantas adultas podem ser salvas da superalimentação regando-as abundantemente e interrompendo completamente a adubação, ou adicionando outros fertilizantes como compensação. Se as mudas sobreviverem, basta transplantá-las para solo limpo ou diretamente para o solo e evitar a adubação, permitindo que elas digiram o excesso de micronutrientes.
Como evitar a sobrealimentação de mudas
Em vez de tentar salvar plantas que foram superalimentadas ou murcharam devido ao excesso de micronutrientes, é mais fácil garantir que sua nutrição esteja equilibrada desde o início. O primeiro passo para evitar a superalimentação é escolher o solo certo. Mudas saudáveis cultivadas em solo de boa qualidade comprado em lojas não precisarão de adubação adicional até serem plantadas no solo definitivo. Se você estiver economizando substrato e usando vasos de um plantio anterior ou terra do jardim, escolha um solo que tenha contido repolho, abobrinha ou pepino anteriormente — plantas que requerem condições semelhantes às dos tomates. A segunda maneira de evitar esse problema é escolher as mudas certas. Mudas de boa qualidade não precisarão de fertilização antes do plantio, o que significa que não serão superalimentadas.
Nessa época, elas precisarão de muito mais calor (uma temperatura confortável para os tomates é de 24 a 26ºC) e luz brilhante e difusa, que forneça energia para a fotossíntese e não queime as folhas delicadas.
O excesso de fertilizante é prejudicial às mudas e, em alguns casos, pode até matá-las. Mantenha as taxas de aplicação adequadas e aplique-as de acordo com as instruções.


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